Fernanda Jaques
Este usuário ainda não compartilhou nenhuma informação biográfica
Homepage: http://www.trapo.com.br/
Artigos por Fernanda Jaques
A moda é nude
23/08/10
O flerte entre moda e nudez provoca desejo
Mais do que qualquer montação conceitual, e mesmo em uma era pós-revolução sexual, a moda ainda consegue chocar com corpos desnudos. As marcas não precisam mais utilizar recursos como a sutileza ou a insinuação para expor seus produtos e identidade. Editoriais, campanhas publicitárias e capas de celebradas revistas têm, cada vez mais, explorado a nudez como forma de propor o novo.
Naked Supermodels
Tanto a objetividade quanto a permissividade da nudez estão sendo muito eficazes para o aumento das vendas e admiração dos consumidores, sempre ávidos por ousadia. Em se tratando de um mercado cada vez mais veloz e que demonstra claros sinais de saturação, buscar o novo é pré-requisito para a sobrevivência.
Lady Gaga sobrevive com o choque que causa a cada aparição, seja com looks montados, seja com looks enxutos, onde a própria pele é a protagonista.
Um dos momentos apoteóticos do último São Paulo Fashion Week, por exemplo, foi representado pela nudez frontal – até então inédita na semana de moda – no desfile da Neon. Sua profusão de pelos pubianos causou alvoroço e pareceu quase anti-nacionalista, afinal nosso país é famoso pelo Brazilian Wax.
A modelo precisou acrescentar um aplique de pelos pubianos para dar ênfase à ideia.
A nudez – mesmo sendo um contrasenso – impulsiona a indústria do vestuário. É o estilo de vida que está sendo ofertado, muito mais que uma peça de roupa ou acessório. Estilo de vida este, favorecido pelo interesse e curiosidade instigados pelo sexo. Como seres sexuais que somos, é quase impossível ficar indiferente a corpos nus e imagens fortes e provocativas. Somos levados a acreditar que o uso de certas marcas vai nos garantir o mesmo sex appeal dos modelos de corpos esculturais.
As campanhas estão cada vez mais atrevidas, abusando de criatividade e comprovando o quanto essa linguagem é lucrativa. Contudo, esse flerte entre a moda e o sexo vem acontecendo não é de hoje.
O fotógrafo Helmut Newton ficou conhecido por trazer a nudez e o fetiche para moda nos anos 1970, ápice de sua carreira que coincidiu com a plena efervescência do movimento feminista. Algumas feministas entusiastas até o acusavam, equivocadamente, de misógino. Ah, ledo engano… Helmut amava as mulheres e sua fotografia exaltava uma devoção inquestionável à beleza feminina. A seu modo sofisticado, ele quebrou tabus sexuais da época com suas musas sempre altas, curvilíneas, saudáveis e com seios fartos, o tipo de mulher que agrada o olhar e não representa o “padrão-cabide”, comum no mundo da moda.
A Diesel conseguiu criar uma campanha irreverente e quase não extrapolou o limite entre o sexy e o pornográfico, quase…
A marca Calvin Klein soube marcar sua personalidade com controvérsias. Desde Brooke Shields, ainda adolescente, e o “não há nada entre mim e minha calça CK”, a marca pontualmente tenta balançar as estruturas morais da América com campanhas altamente sexualizadas. Ora explorando o desejo, ora expondo corpos seminus, a CK soube transformar a nudez tanto em marca registrada quanto em lucratividade.
Aos 15 anos, Brook Shields exaltava sensualidade, mesmo estando coberta de roupas, para os padrões atuais.
Eva Mendes apimentando ainda mais a campanha de underwear da CK.
O estilista americano Tom Ford adora brincar com a nudez e carregar na dose de erotismo em suas campanhas. Em 2002, quando ainda era diretor criativo da Yves Saint Laurent, causou polêmica no lançamento do perfume M7, onde o produto aparecia ao lado do pênis do modelo, que, claro, estava nu.
Quem não compraria um perfume com cheiro de sexo?
O trabalho do fotógrafo Terry Richardson é outro sinônimo de buzz. O duo criativo entre ele e Tom Ford apresentou, na última campanha do estilista, imagens extremamente sexies e apelativas, nas quais a nudez frontal e o sexo explícito causaram até a proibição das fotos em revistas e jornais europeus.
Alguém ainda tem dúvida de que a nudez nos atrai enquanto o sexo vende?
Aliás, sexo não só vende como também é um terreno artístico-filosófico muito fértil (com trocadilho). Essa matéria foi escrita a quatro mãos e saiu na Unit Magazine N8. A Edição é um especial “Erótica” e está maravilhosa. Vale muito a pena conferir as outras matérias por aqui.
Fê. | @fernandajaques e Pri. | @all_ice
Painel de Inspiração – Ray-Ban Wayfarer
19/08/10
O já-nem-tão-tendencinha Ray-Ban Wayfarer caiu nas minhas graças* quando assisti Breakfast at Tiffany’s pela primeira vez.
Demorei um certo tempo, tipo anos (pois eu gosto da Audrey Hepburn desde antes de sequer sonhar em ter internet por perto), para me dar conta que os óculos que sua personagem, Holly Golightly, usa no filme é o mesmo usado por personagens tão populares nos clássicos da sessão da tarde, como Curtindo a vida adoidado e tantos outros.
Para feliz surpresa de alguém que prefere os 50’s aos 80’s (apesar de saber que os 50’s foram exaustivamente presentes nos 80’s), descobri que o Wayfarer foi criado em 1952, embora tenha ganhado fama só em 1961, com o filme estrelado por Audrey.
No vai e vem dos anos, o modelo de óculos mais vendido do mundo (e copiado) entra e sai dos modismos vigentes.
Acho que foi um clássico tão bem pensado que não merece o rótulo de retrô, por sempre manter os ares de acessório ultramoderninho e inovador (reinvenção é para poucos).
Bob Dylan, Holly Golightly e Mr. President Kennedy
Madonna, Michael Jackson, Ferris Bueller’s Day Off e Tom Cruise
Celebs que vemos todos os dias em blogs pelo mundo.
*Eu não tenho NENHUM modelo na minha coleção, assim como nunca usei o Chanel N5 (por não curtir o cheiro). Mas, enquanto ícones do consumo, ambos me fascinam.
P.S.: Este produto foi objeto de pesquisa, pura e simples.
Fê.| @fernandajaques
Somos todos inspired
11/08/10
Deus, que dizem ser o maior criador do universo, de vez em quando se perde na preguicinha e usa as mesmas referências para coleções distintas.
Ele já acertou bastante, fato.
Portanto, não podemos condená-lo tão severamente por seus erros, afinal, nem sempre respeitam suas criações, fazendo releituras baratas.
Suzana Vieira e Donatella Versace
A não ser que esses erros comecem a se tornar burrice, claro. 
Quando até Ele usa o “inspired”, o que esperar de suas criaturas?
Fê. | @fernandajaques
O cheiro do pertencimento
11/08/10

O cheiro não é dos melhores, mas a ideia… ah, essa foi grandiosa.
Algumas marcas e produtos conseguem despertar em nós alguns sentimentos só experimentados quando estamos apaixonados, tipo desejo insano (Eu quero, eu preciso, é meu), ansiedade incontrolável (Não posso esperar, vou comprar hoje!), pensamentos obsessivos ou ideia fixa (Só penso nisso meu deus, preciso parar de pensar nisso, preciso comprar agora) ciúme (Não te empresto), orgulho (Viu que lindo? É meu) e felicidade extrema (Comprei! Comprei! Ai que emoção).
Pode parecer meio Becky Bloom, mas admita: você já se sentiu assim alguma vez. Se não por um produto, (tomara que) por alguém.
Marcas e produtos iconoclastas fazem isso muito bem e a gente não resiste ao seu charme, caindo em tentação e comprando, usando, colecionando e postando sobre esses produtos que despertam interesse até em quem diz não se importar com moda.
Eu deliro por perfumes, por exemplo. As campanhas mais bonitas são sempre as de perfume. Esse produto consegue como nenhum outro ser tanto uma síntese da personalidade das marcas de luxo como uma ID de pertencimento aos nichos que as consomem.
E estamos falando de um cheiro. Algo que, a não ser que você já tenha usado o produto, ninguém associa imediatamente a nenhuma marca. Pura abstração.
Por mais que eu quisesse, Nem sempre consigo me vestir de Chanel, Givenchy, Dior, D&G, Carolina Herrera e tantas outras. Nem sempre e nem nunca, diga-se de passagem.
Mas perfumes eu posso comprar. E pagar. E pertencer. O cheiro, que nada mais é do que uma assinatura pessoal, nos incluí nesse universo mítico de luxury lifestyle.
Chanel, sempre ela, foi uma das primeiras a associar sua marca a um perfume. Não a um perfume qualquer, mas a algo que ela mesma projetou. Algo que fosse a cara da sua marca.
O minifilme estrelado por Nicole Kidman e Rodrigo Santoro até então tinha sido o comercial mais caro e longo da história.
A campanha do Verry Irresisteblé Givenchy (que por sinal é o perfume favorito da que vos fala) mostra mulheres independentes, pós-modernas e femininas, com esse equilíbrio tão necessário nowadays.
Ao som de Mois je jou (cantada por ninguém menos que Brigitte Bardot), o comercial do Miss Dior Cherie é ultra girlie ao contar uma historia fofa pelas ruas de Paris.
Baseado no livro do escritor alemão Patrick Suskind, o filme O Perfume – Histórias de um assassino chega a ser sombrio em alguns momentos. Mas vale cada segundo e mostra o como o cheiro é importante para atrair o amor.
OBS: A menção de todos os produtos/marcas é meramente ilustrativa e admirativa, sem envolvimento ou interesses comerciais.
Fê. | @fernandajaques
Biquinho da Semana – Sistema da Moda
30/07/10
Em Sistema da Moda, Roland Barthes tece uma complexa análise semântica sobre as roupas femininas a partir da pesquisa em artigos da imprensa, relatando tanto a forma como esse discurso é estruturado quanto o significado que ele tem sobre a moda.
Dessa forma, apresenta a contribuição do discurso verbal para todo o sistema da moda que, no fim das contas, é o que acaba nos motivando a comprar até que o limite do cartão de crédito permita.
O livro, escrito entre 1957 e 1963 (e lançado em 1967), é um clássico da semiologia aplicada e, como tudo que envolve semiótica, não é para meio entendedor.
Ler Barthes, especialmente esse texto, é ler algo dificílimo. Até conseguir entrar na viagem do autor e começar a entender sua loucura em desvendar todo o sistema de significações da moda somente através de textos você estará no meio do livro (que é bem grossinho).
Ele é um andante da contramão ao seguir esse caminho textual dentro de um universo absolutamente visual.
Mas, é o tipo de leitura que quem quer realmente entender de moda precisa fazer (o mesmo vale para o Império do Efêmero, de Lipovetsky, que também não é uma leitura muito deliciosa, mas necessária, e embora muita gente diga ter lido, duvido que a metade tenha entendido de fato – e creio estar incluída na metade que não entendeu a plenitude da coisa #shame).
A leitura é super válida (aos corajosos e bem dispostos), pois o conteúdo não está em nada ultrapassado.
Claro que você encontra Sistema da Moda na Livraria Cultura. Claro que eles não nos pagam para dizer isso.
P.S.: O batom se chama Passion e é da Avon (Sabe aquela linha que deixa os lábios ardidos até inchar para parecerem mais volumosos? Essa).
Fê. | @fernandajaques
Painel de Inspiração – Good Morning, Angels!
29/07/10
As Panteras (tradução mais brega impossível para Charlie’s Angels) foi um seriado que passou nos Estados Unidos entre 1976 e 1981, marcando a geração das nossas mães quarentonas e cinquentonas. Sua mãe usou cabelo de Pantera. Minha mãe usou cabelo de Pantera. Aquela sua tia “excêntrica” e suburbana, certamente, ainda usa.
A série era sobre três mocinhas, policiais exemplares, que viraram investigadoras para uma empresa privada, comandada por Charlie, o qual nunca ninguém viu o rosto, apenas ouviam a voz. As moças combatiam crimes com todo o charme, beleza e lindos disfarces tornando suas aventuras, um tanto quanto, luxuosas.
Entre as várias formações do trio de atrizes que interpretaram as Panteras, tivemos Farrah Fawcett (a azarada que morreu no mesmo dia do Michael Jackson não causando comoção alguma), como Jill Munroe, que permaneceu apenas na primeira temporada; Jaclyn Smith, como Kelly Garrett, que participou em todas as temporadas da série e Kate Jackson, como Sabrina Duncan, que participou das três primeiras temporadas.
O apeal girava em torno do visual das jovens, dos seus cabelos e roupas, que claro viraram febre. Elas estavam em todos os lugares: capas de revistas, posters, comerciais de televisão e muito merchandising para diversos produtos de beleza, brinquedos, camisetas e tudo mais que se possa imaginar (o que, aliás, dizem que pagava bem mais que o salário proposto por Aron Spelling – o pai da Donna Martin e dono da produtora do seriado).
Tal qual acontece com nossas novelas, tudo que as atrizes usavam no seriado, vendia feito água, uniformizando as mulheres da época. Eu tenho a impressão que algumas peças setentistas, como a calça boca-de-sino, foi muito mais popularizadas pelas Angels do que pelo movimento hippie (onde certamente, os figurinistas buscaram inspiração por diversas vezes).
Prestando atenção em algumas peças, percebemos que podem ser facilmente encontradas hoje em dia em grandes magazines, provando que de novidade algumas “tendencinhas” (prefiro chamar de modinha) não têm nada.
Calça boca-de-sino? Paetês? Coletes? Cabelos bem tratados? Elas já trabalhavam com isso antes de você nascer.
Imagens: arquivo pessoal
Discutindo moda no papel
26/07/10
A blogosfera estava precisando de algo fora da sua esfera. No anseio pela novidade, um clássico foi reinventado: com um cheirinho de anos 90, mas mil possibilidades digitais.
Assim nasceu o Edição de Luxo, com essa vontade de andar na contramão (que o Trapo adora) e fazer diferente, pois o igual estava nos dando um baile de cansaço.
O espírito crítico deste blog nos trouxe a honra de fazer parte do segundo número do Edições de Luxo, este zine (sim, zine!) organizado pelo duo de luxo: Aline Botelho e Thiago Felix.
A segunda edição é um especial sobre crítica de moda na qual participamos com o texto “Criticar é preciso, a moda é imprecisa”. O zine ainda conta com a contribuição textual do estilista Dudu Bertholini e uma entrevista super bacana com Luigi Torre.
Fica nossa dica de leitura, para começar a semana com um olhar mais apurado e menos medroso sobre a moda e sobre o mundo, que de superficiais nunca tiveram nada.
Para seguir o zine pelo twitter: @edicoesdeluxo
Fê. | @fernandajaques
Esmalte da Semana – O Herói Desmascarado
23/07/10
Ainda na minha excursão pelo universo dos gêneros (e como alguns comentários destacaram interesse pelo assunto), encontrei o delicioso O Herói Desmascarado – A Imagem do Homem na Moda, de Mário Quieroz .
Tendo como pano de fundo os editorias da revista inglesa Arena Homme Plus, o autor analisa os arquétipos usados para atrair o homem moderno para a moda e de que forma isso retrata esse homem e suas modificações ao longo do tempo.
Gênero, papéis sociais e história da indumentária masculina se amarram para trazer algumas conclusões bem interessantes, mostrando que os homens são tão complicados quanto as mulheres (ou até mais).
Entre as melhores observações do autor eu destaco algo bem simples (e que até tuitei esses dias), mas que passa imperceptível no dia a dia. Ele diz que enquanto as mulheres usam o sistema da moda para se diferenciar socialmente, os homens (a grande maioria, pelo menos) usam esse sistema para se igualar aos outros, atestando as características fundamentais ao masculino.
O que nos faz entender por que a moda masculina não sofre mudanças tão radicais quanto a feminina: resistência pura.
Você precisa encomendar o livro pela Livraria Cultura, pois acho que comprei o último exemplar.
P.S.: O esmalte é Fendi Queimado, da Impala e eu detestei. Desaprovei o efeito matte nas minhas unhas e passei um silicone para deixar brilhoso. Um herói desmascarado que conheço disse que foi a cor mais broxante que ele já viu.
Fê. | @fernandajaques
Questão de Gênero – Parte II
04/07/10
O gênero feminino evoluiu. Saiu da casca. Buscou atribuições em outros universos. Permitiu-se absolutamente tudo e, hoje, está mais amadurecido e menos ansioso em provar que pode. Aliás, provou que pode ser o que quiser sem perder a suavidade. É neste equilíbrio entre a força e a delicadeza que habita a mulher atual (e não só a mulher, mas, também, os gays que incorporaram características do feminino).
Le Smoking, 1966, por Yves Saint Laurent
Mas e quanto a eles, os homens tipicamente machos-alfa, provedores, testosterona puro? Como estão lidando com as atribuições do seu próprio gênero?
Creio que eles estão se reestruturando, de alguma forma. Tentam nos acompanhar (e todas as nossas novas exigências) e estão aprendendo, também, a usar a moda a favor disso. O rompimento de conceitos nunca será tão visceral quanto foi o nosso, até porque os homens nunca estiveram em uma situação opressiva e de submissão consentida, mas nem por isso menos interessante.
No último SPFW, João Pimenta fez sua estréia no evento trazendo justamente isso: um encontro entre os gêneros masculino e feminino onde detalhes delicados, cintura mais alta e ajustada, laçarotes, rendas e silhuetas-fetiche lembrando espartilhos ganharam uma forma viril e inegavelmente sensual. Essa coleção representou, no meu olhar, um novo homem. Sabe aquele cara que consegue ser sensível e protetor? Que chora em filmes dramáticos, que se importa com o que veste, que compreende o que se passa na nossa complicada cabecinha? Eu, pelo menos, imaginei esse homem ao assistir o desfile.
O emocionante desfile de João Pimenta
[Fonte: Portal FFW]
Apropriar-se do guarda-roupas masculino tornou a mulher segura para ganhar o mundo e lhe deixou natural e confortavelmente sexy. Por que com o homem seria diferente?
Lady Gaga (até segunda ordem) e Shirley Mallmann travestidas: sexy, heim?
Porque ao fazer a inversão e se perguntar se um homem trajando peças do guarda-roupas feminino seria sexy para o nosso olhar a resposta é que, provavelmente, não seria.
A gente só ia conseguir ver um homem travestido de mulher, o que é até engraçado e divertido, pelo menos aqui, na sociedade brasileira, de valores ainda tão engessados.

Na Europa alguns já aderiram. Conseguem imaginar um brasileiro, típico pai de família e executivo de uma grande empresa usando scarpin com meia calça?
E talvez seja isso que justamente falte aos nossos homens: um pouco mais de liberdade para ser e um pouco menos de obrigação em parecer. Por outro lado se a gente levou séculos para adquirir esse “direito”, não dá para querer que tudo seja para ontem. Mas a jornada já teve seu início, com isso podemos contar.
(Parêntese para Marc Jacobs, que é lindo, muito sexy e usa saias – mas comporta a homossexualidade, o que não faria dele uma exceção dentro do meu discurso).
Ai ai…
[Fonte: Delírios de Fashionista]
Fê. | @fernandajaques
Painel de Inspiração – Jean Shrimpton
02/07/10
Ora ícone de elegância, ora ícone de rebeldia jovem. Essa bela inglesa já fazia sucesso como modelo bem antes de Twiggy ter seus cabelões cortados (sim, um dia Twiggy já teve longas madeixas e só estourou quando as cortou e ganhou o ar androgino pelo qual ficou conhecida).
Se você está se arrumando para sair e experimentando aquela micro-saia que seu pai mentalmente desaprovaria, saiba que você só não é confundida com mulheres de vida fácil graças às seguidoras de Mary Quant. Jean, assim como outras meninas corajosas, revolucionou modos e modas, muito bem embalada pela efervescência do Swinging London. Inspire-se:
Fonte: Arquivo pessoal
Fê. | @fernandajaques



































